segunda-feira, 23 de junho de 2014

FUTEBOL E POLÍTICA: só não falei de religião.



Faz tempo que não vejo tantos jogos de futebol. A Copa do Mundo é uma boa motivação para assistir aos jogos deste esporte. Copa do Mundo Brasil. Como ocorre em outros países, ultimamente, gera protestos, tentativas do boicote e intensas discussões políticas.
O que eu tenho observado é do jogo, mesmo. E parece muito com a política. Falo das faltas, das marcações. Os jogadores não somente colam nos outros, como também partem pra violência, especialmente nos momentos de desespero. O brasileiro Neymar passa o jogo inteirinho apanhando. Até criaram uma brincadeira, com a foto da Bruna Marquezine, namorada do moço, quando criança, chorando numa novela, com a legenda pedindo para pararem de bater no "mozão" dela, algo como "tadinho do mozão, parem de bater no mozão".
Infelizmente, o meu prazer em apreciar o esporte mais prestigiado no Brasil é diminuído pela tristeza de ver toda a violência presente no campo, este imenso campo de futebol, que parece tão pequeno na tela de TV! Preferiria ver os atletas correrem, chutarem a bola, fazendo belos gols, cabeçadas, jogadas armadas com o restante de time, companheirismo, passando a bola para quem está numa posição mais favorável para acertar o gol, clima de competitividade entre os times de acordo com as regras do jogo, sem manobras antiéticas, sem violência, adoraria ver isso.
Em ano eleitoral, a política é igual ao futebol. Quando os jogadores estão desesperados, partem para o ataque pessoal, marcação, provocação e violência. Preferiria ver os candidatos em campo atuando de acordo com as regras do jogo, com ética, discutindo os projetos dos seus partidos, os planos de governo, as medidas a serem tomadas para favorecer o desenvolvimento do país e dos estados. O que tenho visto, com tristeza, é uma intensa manobra midiática, em que as verdades são ocultadas, as trocas de acusações são fortalecidas, o jogo político funcionar com fundamentação em mentiras e meias verdades, uns contra os outros. Até mesmo os simpatizantes de um partido sofrem preconceito e até chegam ao ponto de perder amizades por conta disso. Não são candidatos, tampouco filiados ao partido, mas os simpatizantes de outros partidos rejeitam as suas ideias e passam a rejeitar a sua pessoa. Normalmente o foco das discussões está em questões pessoais, não em projetos políticos e capacidade do candidato para governar ou sobre o seu histórico – o de verdade – no exercício das funções públicas. O imenso campo de trabalho, na tela de TV ou nas redes sociais, parece tão pequeno! Limita-se a questiúnculas pessoais.
O povo fica deslumbrado e torce pelo time que estiver vencendo. O Brasil venceu o primeiro jogo, contra a Croácia, o povo disse "Viva o Brasil!"; ficou empatado contra o México, o povo mudou para "Afe, o Brasil não tá com nada!". Acho que hoje vai vencer contra os Camarões. O povo vai vibrar. E depois?
Nas eleições, em outubro, não será momento de votar em time que estiver ganhando. Nem em time que estiver perdendo. As pesquisas, comprovadamente manipuladoras, não devem manipular a sua decisão. Os ataques pessoais de um candidato contra outro, muito menos devem ser valorizados. No futebol, belo é ver o resultado do trabalho árduo do time que joga melhor, com técnicas bem estudadas, com o que chamamos de futebol arte.
Em outubro, é necessário fazer valer o pleno exercício da cidadania e votar no candidato melhor preparado para fazer o Brasil e o seu estado voltar a crescer economicamente e, claro, socialmente. Neste zero a zero em que estamos não dá para continuar. O Brasil pode ser muito melhor que isso. Seja sensato e criterioso para escolher o melhor candidato. E viva o Brasil!

Abraços a todos,
Késia Mota

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